Bolsonaro diz que algumas vacinas contra covid ‘não protegem’ em entrevista à TV Brasil

Bolsonaro diz que algumas vacinas contra covid ‘não protegem’ em entrevista à TV Brasil

Julho 20, 2021 Não Por love amem

Apesar de atribuir ao governo federal o que chama de sucesso da campanha de imunização contra a covid-19 no País, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) minimizou, mais uma vez, a importância das vacinas no combate ao coronavírus, contrariando especialistas. Em entrevista à TV Brasil, Bolsonaro afirmou, sem provas, que alguns imunizantes não protegem contra a doença e reiterou a defesa do chamado “tratamento precoce”. Todas as vacinas em uso no País, porém, foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após testes de segurança e eficácia.

“Devemos focar apenas na vacina? Não, alguns tipos de vacinas não te protegem“, disse Bolsonaro, sem, desta vez, citar fabricantes. Ao longo da pandemia, o presidente fez ataques recorrentes à Coronavac, um dos carros-chefe da imunização nacional, fabricada pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. O instituto é ligado ao governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), seu arquirrival político.

Em nova defesa da adoção de medicamentos sem comprovação científica no tratamento da covid-19, como a hidroxicloroquina e a ivermectina, Bolsonaro repetiu que esses remédios foram “satanizados” por um suposto lobby da indústria farmacêutica. Afirmou, ainda, que o Brasil deveria estudar a biodiversidade da Amazônia para adotar remédios naturais em pacientes com coronavírus, como “chás de árvore”. “Tomei hidroxicloroquina (quando tive covid) e no dia seguinte estava bom”, insistiu.

Ao longo da entrevista, o presidente também afirmou que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para pesquisar o uso de proxalutamida, tida por setores da oposição como a “nova cloroquina de Bolsonaro”, no tratamento da doença. A Anvisa autorizou nesta segunda-feira, 19, estudos clínicos sobre o medicamento em casos de covid-19.

via msn