Conheça os sintomas do AVC que teve o ator Milton Gonçalves e matou o ator Jorge Fernando

Conheça os sintomas do AVC que teve o ator Milton Gonçalves e matou o ator Jorge Fernando

Fevereiro 12, 2020 Não Por love amem

O ator e diretor Milton Gonçalves, de 86 anos, segue internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ele deu entrada na instituição médica em 10 de Fevereito após sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC). Nesta terça (18),  segundo informações do  R7, a assessoria de imprensa do hospital informou que o estado de saúde de Gonçalves permanece o mesmo da última sexta-feira (14), quando foi informado que o ator “encontra-se respirando por ventilação mecânica e começa a reagir. O estado de saúde do paciente é estável e inspira cuidados.

O diretor e ator Jorge Fernando, da TV Globo, morreu em 2019 vítima de um aneurisma dissecante da aorta completa.Jorge Fernando se recuperava das usequelas de um acidente vascular cerebral sofrido em janeiro de 2017.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, ocorre quando existe um entupimento ou rompimento de uma veia ou artéria dentro da cabeça, dificultando a passagem do sangue para o cérebro e provocando a paralisa cerebral.

De acordo com o Ministério da Saúde a doença é o motivo mais comum de morte na população adulta no Brasil, ficando na 4ª posição no ranking da taxa de mortalidade entre os países latino-americanos e o Caribe e a estimativa é que em 2018 a incidência seja de 18 milhões de caso em todo o mundo.

Vale citar que existem dois tipos de AVC: o isquêmico, quando ocorre esse entupimento nas veias; e o hemorrágico, quando a veia estoura e o sangue se espalha pelo cérebro. As causas do hemorrágico podem ser a pressão alta constante, situação que a veia não aguenta e estoura, ou devido ao quadro de aneurisma, onde a parede do vaso está mais fragilizada, ficando fácil de se romper e estourar.

Atendimento rápido é essencial
Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de três horas para ser iniciado.

Porém, o neurologista da Cia. da Consulta, Moises Antônio de Oliveira, afirma que é importante saber que o AVC tem tratamento. “A partir do momento em que o paciente apresenta os primeiros sintomas, procure imediatamente o pronto socorro mais próximo. Quanto mais rápido for o atendimento, maiores são as chances de tratamento”, alerta. “Qualquer dificuldade de mexer um lado do corpo, ou ter a fala dificultada e a boca torta, é um motivo para ficar alerta, pois é possível reverter o quadro e evitar sequelas que podem gerar danos incuráveis”, acrescenta.

Entre os principais sintomas estão a dificuldade de locomoção, principalmente de um lado do corpo, como por exemplo um braço e uma perna fraca ao mesmo tempo, a dificuldade para conseguir falar e a boca torta.  Também existem sinais menos comuns como uma tontura que começa sem motivos aparentes, vômitos e dores de cabeça.

Fique atento aos sintomas:
Na visão perda temporária da visão em um dos olhos, visão embaçada ou dupla visão;

No corpo tontura, formigamento, dormência no rosto, fraqueza muscular, dificuldade para caminhar paralisia com músculos fracos, paralisia de um lado do corpo;

Na fala: Perda ou dificuldade de fala; Incapacidade de falar ou entender o próprio idioma;

Fatores de risco
Segundo o neurologista, o tabagismo e a diabetes fazem parte dos fatores de risco, mas que grande parte da sociedade não sabe que está atrelado ao AVC.

Além disso, o entupimento das veias pode ocorrer de várias formas: o paciente pode ter um problema como colesterol ou pressão alta, por exemplo, o que pode levar à formação mais fácil de placas de colesterol dentro das veias e artérias da cabeça favorecendo seu entupimento; pode apresentar uma arritmia no coração, formando coágulos que podem subir para a cabeça por conta do fluxo do sangue, entupindo uma veia ou artéria; ou pode ter uma placa de gordura na região do pescoço, que dependendo do seu tamanho pode soltar um pedaço o qual pode subir pela corrente sanguínea e entupir uma veia do cérebro.

Para diminuir os fatores de riscos, o paciente deve cuidar do colesterol, controlar o peso e a pressão arterial, não fumar e não usar drogas. O objetivo da campanha de Combate ao Acidente Vascular Cerebral é mostrar para as pessoas os fatores de risco de um derrame e sobretudo alertar sobre a agilidade nos primeiros atendimentos pós derrame.

“É necessário garantir que o tecido do cérebro fique o mínimo possível com essa veia entupida e sem oxigênio, pois ao garantir a volta da circulação do cérebro, sabemos que o paciente pode se recuperar. O tecido cerebral pode ficar sem o oxigênio por 4 horas em média, tempo que o médico tem para tentar salvar o paciente”, ressalta Moises.

Essa publicação tem como informaçõesCatracalivre