Com bilhete, filho salva mãe de cárcere privado após 8 anos

Com bilhete, filho salva mãe de cárcere privado após 8 anos

Julho 10, 2020 Não Por love amem

A Polícia Civil de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), prendeu um homem suspeito de manter a esposa em cárcere privado há oito anos, na última quarta-feira, 8. O filho do casal conseguiu tirar uma foto de uma carta que a mãe escreveu pedindo socorro e levou até a Delegacia de Atendimento à Mulher de Campo Grande (DEAM-Oeste).

No bilhete, a vítima relatou alguns detalhes de uma rotina de tortura. Ela estava sofrendo agressões físicas e violência psicológica. “Ele fica o tempo todo atrás de mim, vendo o que faço e me ameaçando”, dizia um trecho da mensagem. “Estou completamente sendo torturada psicologicamente, moralmente e passando por constrangimentos horríveis”, completou.

A delegada Mônica Areal contou ao G1 que o marido foi preso em flagrante e não resistiu, assim como a vítima, que não se manifestou e não fez nenhum comentário sobre o ocorrido.

“Ela vivia tão oprimida, tão dominada pelo marido que, no momento da prisão, ficou quietinha, calada num canto da porta. Deu para perceber o nível de dominação que ele tinha sobre ela”, contou.

Mônica disse que o filho da vítima chegou à delegacia muito nervoso, levando a foto do bilhete no celular. Ele contou que a família estava desconfiada de que alguma coisa não estava normal entre o casal. Que, nas poucas vezes que conseguiu visitá-los, a mãe permanecia calada, num canto.

“Ontem, durante uma visita, numa distração do marido, o filho conseguiu fotografar o bilhete e trazer aqui à delegacia. Ele veio acompanhado de um outro parente, que também estava desconfiado da maneira retraída com que a vítima se comportava. Mas, como ela não tinha liberdade para usar o telefone nem receber visitas, porque o marido estava sempre ao lado, eles não tinham como saber exatamente o que estava se passando com a vítima”, explicou a delegada.

O homem vai responder pelo crime de cárcere privado, que tem pena de 2 a 5 anos de prisão.

Creditos catracalivre