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O Papa Francisco visita um hospital pediátrico em Bangui em 29 de novembro de 2015 
como parte de sua viagem à África.
O papa Francisco chegou como "um peregrino da paz" na República Central Africana, 
em conflito, em 29 de novembro, voando de Uganda para o destino mais perigoso de 
sua turnê africana de três nação.

Na manhã de quinta-feira, 20 de outubro, o Papa Francisco visitou a sede da FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas), em Roma, por ocasião da Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição.

Durante seu discurso, o Papa disse que “o direito à alimentação só será garantido se nos preocuparmos com o sujeito real, ou seja, com a pessoa que sofre os efeitos da fome e da desnutrição”. São estas pessoas que nos pedem algo simples, “a dignidade, não esmola”.

Citando vários problemas atuais, ele ressaltou que a “primeira preocupação precisa ser a própria pessoa; aqueles que carecem de alimento cotidiano e que deixaram de pensar na vida, nas relações familiares e sociais e lutam apenas pela sobrevivência”.

O Papa acrescentou que a falta de solidariedade é o segundo grande desafio a ser enfrentado. De forma espontânea disse que é “uma palavra que inconscientemente queremos tirar do dicionário”. E continuou: “quando falta a solidariedade em um país, sente-se em todo o mundo. A solidariedade é a atitude que torna as pessoas capazes de ir ao encontro do próximo e fundar suas relações mútuas neste sentimento de fraternidade que vai além das diferenças e dos limites, e encoraja a procurarmos, juntos, o bem comum”.

A linguagem compreendida por todos e que é fonte inesgotável de inspiração é a lei natural, continuou o Papa, “uma linguagem que todos podem entender: amor, justiça, paz, elementos inseparáveis entre si. Como as pessoas, também os Estados e as instituições internacionais são chamaos a acolher e cultivar estes valores, no espírito de diálogo e escuta recíproca. Deste modo, o objetivo de nutrir a família humana se torna factível”.

O Papa repreendeu as pressões políticas e econômicas que vivem muitas nações em relação à disponibilidade de alimentos, dizendo que são “inaceitáveis”, e acrescentou espontaneamente: “Penso na nossa irmã e mãe Terra, o Planeta. Devemos ser livres de pressões políticas e econômicas para cuidar dela, para evitar que se autodestrua. Lembro-me da frase que escutei uma vez de um ancião há muitos anos: ‘Deus perdoa sempre, os homens às vezes, a Terra nunca’. É preciso cuidar da irmã e mãe Terra para que ela não responda com a destruição”.

Ao saudar os trabalhadores da FAO disse: “obrigado pelo serviço de vocês neste empreendimento internacional, que visa a reduzir a fome crônica ao redor do mundo e desenvolver as áreas de alimentação e agricultura. Sei que vocês têm um espírito de solidariedade e compreensão para com todos e que sabem ir além para enxergar acima de cada ação os rostos desanimados e as situações dramáticas de pessoas que são provadas pela fome e pela sede. Sede! A água não é grátis, como pensamos tantas vezes. Pode ser o grave problema a nos levar a uma guerra.”

O Papa Francisco finalizou sua visita à FAO concluindo o discurso aos trabalhadores: “convido-vos a serem carinhosos e solidários com os mais frágeis (…). O trabalho silencioso de vocês é em favor das pessoas famintas (…), estas pessoas não pedem outra coisa além da dignidade. Nos pedem dignidade, não esmola! Este é o trabalho de vocês: ajudar para que chegue a eles a dignidade”.

 

Via Alteia

 

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